XXIII SEMANA CIENTÍFICA

A XXIII Semana Científica da FMP/Fase acontece entre 24 e 27 de outubro, no âmbito da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que tem como tema “A Matemática está em tudo”. A história da Matemática acompanha mesmo a história da própria humanidade. Através de um sistema formal de pensamento, ao longo dos tempos, ajudou-nos a resolver os mais variados problemas explorando, reconhecendo e classificando propriedades e padrões de comportamento dos fenômenos. Ela nos permite fazer quantificações, medições, previsões... Galileu Galilei disse que a Matemática é a linguagem do Universo! Dessa forma, a Semana Científica da FMP/Fase será uma oportunidade para discutir sobre como nossas diferenças se tornam desigualdades e sobre as diferentes formas de desenvolvimento e apropriação de modelos matemáticos aplicados a diferentes setores da ciência e da vida. Refletir sobre para quê e a quem servem. E promover uma matemática que nos ajude a somar esforços, fazer a diferença e Dividir para Multiplicar!

A XXIII Semana Científica da FMP/Fase acontece entre 24 e 27 de outubro, no âmbito da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que tem como tema “A Matemática está em tudo”.

A história da Matemática acompanha mesmo a história da própria humanidade. Através de um sistema formal de pensamento, ao longo dos tempos, ajudou-nos a resolver os mais variados problemas explorando, reconhecendo e classificando propriedades e padrões de comportamento dos fenômenos. Ela nos permite fazer quantificações, medições, previsões... Galileu Galilei disse que a Matemática é a linguagem do Universo!

Ela está em tudo! Desempenha um importante papel no avanço da ciência. Constrói modelos que buscam explicar dimensões, relações, fazer projeções, é uma espécie de metaciência, perpassando diferentes ciências. Mas, como é apenas um esforço de abstração na compreensão do mundo, uma complexa linguagem, ao mesmo tempo não está, não é nada. Como qualquer linguagem é apenas um constructo humano, social e subjetivamente construído. Depende do ponto de vista de quem o produz e o interpreta. Por fim, tudo é relativo, como diria Einstein! E, neste sentido, a matemática se constitui em um modo de ver o mundo, onde mesmo suas operações mais fundamentais, dependem de quem as operam.

Nos últimos 50 anos foram enormes as descobertas científicas. Descobrimos que trilhões de bactérias e vírus vivem no nosso corpo, a revolução biotecnológica decodificou o DNA, observamos enormes avanços na farmacologia, clonamos animais, “um extraordinário maquinário biomecânico e cibernético criou interfaces homem-máquina”, aumentamos a produção de alimentos, enfim, diferentes modelos matemáticos aplicados em diferentes áreas possibilitaram vidas mais longas e saudáveis. Somos, hoje, em torno de 7 bilhões de pessoas no mundo, com uma expectativa de mais de 80 anos de vida. No entanto, em nível mundial, as disparidades de renda e de acesso aos diversos recursos têm se acentuado. Joseph Stiglitz, Nobel de Economia, afirma que os 10% mais ricos concentram 88% de toda a riqueza produzida no planeta. E, dessa forma, se em alguns países as pessoas chegam aos 85 anos, há países nos quais seus habitantes não superam a média dos 60 anos de vida.

No final do século 19, o engenheiro Vilfredo Pareto mostrou que, na Itália de seu tempo, 20% da população era dona de 80% da terra produtiva. O resto ficava para os 80% menos afortunados. Logo, verificou-se que esse modelo de distribuição descrevia não apenas a situação italiana, mas valia para qualquer outro país e não apenas para descrever a posse da terra, mas para todas as formas de medir a distribuição de riqueza nas nações. De lá para cá, vários modelos têm sido desenvolvidos para explicar e resolver o problema do desenvolvimento e das desigualdades sociais.

Há ainda muitas desigualdades que os modelos matemáticos não são capazes de explicar. A Renda dos negros é 40% menor que a dos brancos, a taxa de desemprego entre mulheres é maior que entre homens.

O que produz essas desigualdades? Que matemática é essa que gera, mas não distribui riqueza? Tem se difundido o discurso do “enxugamento da máquina administrativa” como modelo de desenvolvimento na busca de equacionar essas questões. Mas será que menos é mais?

Dessa forma, a Semana Científica da FMP/Fase será uma oportunidade para discutir sobre como nossas diferenças se tornam desigualdades e sobre as diferentes formas de desenvolvimento e apropriação de modelos matemáticos aplicados a diferentes setores da ciência e da vida. Refletir sobre para quê e a quem servem. E promover uma matemática que nos ajude a somar esforços, fazer a diferença e Dividir para Multiplicar!

Comissão da XXIII Semana Científica da FMP/Fase